Quando convivemos em um grupo de heterogêneos pensadores nos lembramos dos conceitos do filósofo HERÁCLITOS que considerava “que nada permanece a mesma coisa, pois tudo se transforma e está em contínua mutação. Que não se podia percorrer duas vezes o mesmo rio e não se podia tocar duas vezes uma susbstância mortal no mesmo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersava e se recolhia, no vem e vai”. Eis que nos deparamos com os conflitos existenciais onde o nosso mundo interior torna-se o centro de toda a verdade. Não paramos para nos colocar do outro lado e passamos a ser sempre benevolentes com nossas ações e, na maioria das vezes nos consideramos o ser da razão; sob os nossos olhos pode estar tudo errado. Está formada a INTOLERÂNCIA. Aonde está a razão? Como encontrar o ponto de equilibrio onde as discordâncias possam ser canalizadas para um fim comum e tolerável de convivëncia? Acreditamos que quando nos colocamos numa posição de liderança há que buscar no grupo as possíveis alternativas e tentar encontrar o concenso em todos os aspectos que envolvem as discordâncias, mas que há que prevalecer os espíritos desarmados em todas as circunstâncias, sem o que não se consegue o equilíbrio. Como preencher as nossas expectativas? O que nos impede de buscar a interação entre todos os comprometidos no processo e buscar eliminar as possíveis divergências integrando soluções? Lembramos da atriz “Elizabeth Taylor”, a grande atriz de “Cleópatra” quando disse: “O problema das pessoas que não tem defeitos é que, com certeza, tem virtudes terríveis”. Talvez esse é o nosso grande problema: quase sempre encontrar nos outros o defeito. Tanto se discute sobre qual será a vocação de uma loja maçônica? Uns dizem que é filosófica, outros que é social, outros que é filantrópica, outros que é cultural e outros que é uma escola para aprendizes, companheiros e mestres e outros direcionam-na para os aspectos políticos! Sem muito esforço, vamos buscar a essencia da maçonaria e a sua real vocação disseminada em todas as potências, lojas e Ritos, em todos os tempos e lugares: APERFEÇOAMENTO DO HOMEM! Essa é a real vocação da maçonaria em todos os sentidos, quando nos deparamos com o nosso comprometimento maior: “EDIFICAR TEMPLOS À VIRTUDE E CAVAR MASMORRAS AO VÍCIO” e mais: “VENCER AS MINHAS PAIXÕES, SUBMETER A MINHA VONTADE E FAZER NOVOS PROGRESSOS NA MAÇONARIA”, “NADA MAIS TRAZEIS”? Será que isto não é a vocação de todos os maçons? Que tipo de escultura estamos produzindo com o maço e o cinzel? Será que conseguiremos algum dia atingir a “PEDRA POLIDA” ou isto é apenas uma retórica que está nos manuais? A nossa vocação, portanto, é nos lembrarmos das palavras sábias de um nosso irmâo quando disse: “Não tenho a preocupação de saber que grau, que Rito, de onde veio a maçonaria, de conhecer os nossos antepassados maçônicos! A pergunto que me faço é: “Os ensinamentos maçônicos, com seus símbolos e alegorias têm me conduzido dentro dos seus preceitos éticos e morais em toda a sua extensão ou apenas ficam inseridos naquilo que só vale para julgar os defeitos dos outros”? É claro que numa loja maçônica, pela ordem, há que ter planejamento, calendários, disciplina, seguir os regulamentos, etc., mas acima de tudo há que prevalecer a vocação mais sublime: FRATERNIDADE, LEALDADE, LIBERDADE, SOLIDARIEDADE, COMPREENSÃO, RESPONSABILIDADE, RESPEITO uns pelos outros NA LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO e fazer de nossa confraria uma verdadeira irmandade. O filósofo SÓCRATES dizia mais ou menos assim: “‘SE EU NÃO TIVESSE A LIBERDADE DA PALAVRA, NÃO VALERIA A PENA TER VIVIDO”.
Ir.’. Genésio Francisco Guariente
TEXTO DO JORNAL O CAVALEIRO DE SÃO JOÃO ED 28 |
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