Julgo
que a Natureza Ama verdadeiramente o homem ao ver espelhado na sua original
forma Deus. Recebeu-o e abraçou-o associando-se, ligando-se a até
confundindo-se com este como amantes ou como uma mãe ama seu recém nascido.
Contudo o homem infantilmente não é capaz de reconhecê-lo. Criou seus próprios
deuses de barro para os quais, e em função vive e procria, dedicando ritos
vulgares de simples estruturas compostas de pedras e de normas. E o que era a vida
dentro de todas as vidas (Deus) é hoje o acumular de todas as mortes anónimas e
desnecessárias, trazendo em seu peito aberto a pele a carne os ossos e as
vísceras de todos os animais mortos, de todos os rios poluídos e despojados de
vida e à qual alimentavam as terras e árvores por onde corriam como o sangue
nas nossas veias, do ar pesadamente contaminado em nome de uma cega evolução,
de crianças à fome ou desenvolvendo doenças que lhes mutilam o corpo
interiormente, e sente a dor de cada um deles, sofre e sangra com eles.
No entanto, nós já não o reconhecemos ‘Em todas as escolas os mestres o
desenham no quadro negro, a mãe sonha-o enquanto amamenta o filho, cochicham-no
os que se abraçam, o sacerdote grita-o em seu sermão, os historiadores vêem o
acontecido há muito tempo e descrevem-no sem cessar,.. exuma-se nas cidades
desaparecidas e o elevador sobe com ele ao tecto do arranha-céus. Mas antes
ainda o gritam os selvagens; está escrito nas estrelas e os mares devolvem seu
reflexo. E tu homem estás aí sentado e o que perguntas ’ … Nosso destino
é um mistério?
O que vamos ensinar às nossas crianças? Não respeitamos a nossa mãe?
Julgamo-la sempre garantida e iremos chorar quando tiver moribunda procurando
alternativas espaciais?
O homem não teceu a teia da vida e sua harmonia é simplesmente um fio
nela, tudo o que fizer ao equilíbrio faz a ele próprio. Submetemo-nos assim a
estes ciclos destrutivos, e testemunhamos a crueldade das consequências sem uma
reacção pratica e racional, Ignorando as suas lágrimas e desilusão. Estaremos a
trair todas as nossas lutas e toda a qualidade existencial que temos
direito? Não é a razão uma dadiva da nossa mãe? A chave de desvendar todos os
misterios? “De volta a natureza” disse Rousseau
lembrando ao homem da responsabilidade da nossa herança em si, e da sanidade
intelectual que a natureza pode-nos oferecer, observa-a e obterás todas as
respostas. Uma sociedade sã e uma sociedade que vive em harmonia com o que
rodeia e consigo própria. A diversidade biológica é um livro de conhecimentos
secretos que pode dar-nos respostas inimagináveis ultrpassando a nossa
imaginação: a nossa imortalidade, curas, percepções desconhecidas. Cada espécie
extinta é um conhecimento perdido. Ao elevarmos o meio ambiente e os seres
criados como parte mais preciosa do nosso palco existencial elevamos a nossa
própria percepção, sobrevivência, e conhecimento.
Uma coisa eu sei: o meu Deus é também Deus das florestas, dos rios, dos
mares, e da terra. Ao explorá-la e destruindo-a, ofendemos o seu próprio
conceito numa altura em que a manipulação da natureza é ficção científica
tornada realidade. Destruido-la é ilógico, imoral e irracional. Coloca-nos
onde?
Porque chamamos irracionais aos animais quando vejo neles tanta
humanidade. Nascem da dor de uma mãe que os acolhe ao mundo com amor,
alimenta-os, ajuda-os a crescer ensinando a sobreviver no seu habitat, tomam
decisões, têm percepção da realidade talvez ainda muito melhor do que nós. Têm
desenvolvido potencialmente seus sentido de uma forma que só agora começamos a
compreender, não é a realidade dada pelos nosso sentidos? Não são os nossos dos
mais limitados da natureza? Contudo a nossa mente é um poderoso trunfo, mas
quantos não são escravos de suas mentes que os enganam e manipulam em vez de tornar
a sua mente realmente sua, controlando-a pela vontade de a tornar mais cheia de
bons pensamentos, optimista, construtiva e leve.
Mas somos parte da Terra e cada pequeno pedaço seu é sagrado
tal como cada um de nós então se deves amar o teu irmão, deves amar o teu irmão
leão, a tua irmã raposa, o teu irmão rio, a tua irmã árvore.
No mundo das esferas somos escravos do nosso destino, apesar de sermos
simultaneamente mortais e imortais através do eterno aspecto humano
(homem-arquétipo), a natureza apresentou matéria através dos elementos criando
um corpo parecido com a original forma humana. Formada da luz. Tornando-se
assim mente e alma providenciadas da luz e da vida.
O homem deve colocar em princípio a igual necessidade de Conhecimento e
Fé e devendo actuar de forma inteligente para conservar uma certa harmonia a
não corromper a natureza no reino dos
corpos materiais, mas também a dos seres espirituais agregados, uma vez que
naqueles misturam-se a inveja (consciência de uma real inferioridade), o orgulho
(vaidade teimosa de dizer a ultima palavra ou muito camufladamente a capa da
vergonha)e a ganância(ignorância do cosmos, seres que dotados de livre-arbitrio
preferem o perecível e ilusório através de atitudes egocentricas ao absoluto,
real e eterno). Entretanto o caminho redentor permanece possível porque o
caminho do Homem é o conhecimento respeitando a ordem, observando e aprendendo
com a Natureza.
Pax in te, sicut parvulus in gremia matris suae
ita est in anima mea, pax vobiscum
O princípio tem
como antítese o fim e a sua síntese na sustentação. Nesta trindade alegórica a
criação era o verbo ser e a palavra perdida (Jeová) o que era, é e será, ou por
outras palavra Eu Sou o que Eu Sou. Nesta transcendência do tempo e espaço o
G:.A:.D:.U:: planeia a reconstrução do templo no eterno agora. E talvez o
verdadeiro propósito maçónico seja a implementação da evolução espiritual
àqueles que desejam e aspiram o aperfeiçoamento e transmutação da sua natureza.
Contudo a precipitação da acção social e caridosa não deve ser reduzida à
niilidade.
Quando a sabedoria
é dada ao homem ela torna-o consciente de que a soma total de tudo o que ele é,
é o resultado das suas acções. Uma Maçonaria criada para ser o cordão de vidas
estáveis e ideias preenchidas, não é criada como mariposas destinadas a caírem
na chama ilusória do poder social.
Somos electrons
girando em torno da presença do núcleo e pela nossa vontade inata em nosso
interior iremos expandir a energia consciente do ser na carga de luz
consciência do Garnde Sol Central para sermos livres e verdadeiros filhos do
Sol.
Autor: Luís Cruz
V:.M:. R:.L:. V Império